Olivia Carneiro · Análise Sensata

Bom dia! 🔅

Todo nerd tem um assunto aleatório que ama sem conseguir explicar direito. O meu é Afeganistão.

Neste fim de semana completaram 5 anos desde que o Talibã tomou Cabul. A The Economist foi olhar como ficaram as contas de lá, e o resultado é bem menos óbvio do que parece:

  • 💰 A arrecadação de impostos subiu. O regime é tão violento que quase ninguém arrisca desviar dinheiro

  • 💱 A moeda ficou estável, sem a disparada de inflação que se espera numa ruptura dessas

  • 🚨 A maior parte da receita vai pra segurança armada, enquanto a ajuda humanitária despencou. Médicas foram afastadas dos hospitais e a mortalidade materna disparou

Antes que alguém me mande print: o regime é abominável, e a própria The Economist repete isso na reportagem. O que interessa aqui é entender por que os números se comportam desse jeito.

A contradição econômica é que segurança é fundamental pro país crescer. Quando a pessoa confia que contrato é cumprido e que quem faz errado é punido, ela negocia, abre empresa, investe.

No Afeganistão tem segurança. Só que ela protege quem manda, não quem trabalha. E o efeito econômico simplesmente não aparece.

Sinceramente? Passei o resto da análise pensando mais no Brasil do que no Afeganistão.

No Boletim eu conto por que o Talibã continuou de pé mesmo depois de 20 anos de tropa americana. Tem um paralelo com o Brasil ali que talvez te incomode um pouco. 🎧

Boa segunda pra gente! 🌤️
Um beijo,
Oli.

Olivia Carneiro 💛
Economista (USP) · Corecon-SP 35.442
MPP (University of Chicago)

🧠 Quem ouve o Boletim não fica só sabendo da notícia:
entende ela numa perspectiva que realmente serve pra decidir melhor.

  • áudios resumidos no seu WhatsApp

  • notícias selecionadas e organizadas para você aprofundar, se quiser